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Aplaudido roteirista que é nosso vizinho

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Era uma vez um menino e uma menina

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Contexto:ESPAÇO DO MORADOR - Modalidade:NOSSO VIZINHO - Area: - Evento:


legendaFoto:
Modalidade: NOSSO VIZINHO
Contexto: ESPAÇO DO MORADOR
Evento:

04/11/2013

Ttulo: Aplaudido roteirista que é nosso vizinho

Manchete:

Resumo:



legendaFoto: Jeronymo G. Bandeira de Mello
Modalidade: NOSSO VIZINHO
Contexto: ESPAÇO DO MORADOR
Evento:

03/08/2011

Ttulo: Era uma vez um menino e uma menina

Manchete:

Resumo:


Joy Bar e Elaine Pedreira Rabinovich

Joy Bar e Elaine Pedreira Rabinovich

De geração em geração



Quando a estilista Joy Bar teve que procurar um lugar para morar, foi atrás de suas raízes. Determinada, veio para o Pacaembu inspirada pelos aromas da casa da avó e o colorido das imagens que sua mãe sempre descreve. 

Encontrar a casa em que mora foi uma alegria pois, para Joy, esse canto da cidade ainda guarda encantos que merecem ser preservados. 

Nas palavras de Elaine Pedreira Rabinovich, sua mãe, é possível perceber as transformações que o bairro sofreu:

Minhas mais fortes lembranças de conexão da minha casa com a rua/bairro são: o movimento da saída de jogo, as enchentes na Avenida (e as pessoas desesperadas em cima dos carros), andar de bicicleta no Estádio do Pacaembu e pegar o ônibus elétrico para ir à escola. Não havia comércio próximo, apenas uma padaria ou uma farmácia na Rua Tupi. Apesar destes limites, havia um sentimento de liberdade no modo de ocupar o espaço público.

Tínhamos amizade principalmente com um vizinho, mais antigo do que nós na Avenida, e que ali permaneceu por mais tempo. Do outro lado, foi construída uma casa aonde vieram morar sete crianças e seus pais. Uma festa! Estas três casas lá se encontram ainda, apesar de terem passado por vários donos com ocupação semicomercial.

O motivo de nossa mudança foi, basicamente, o movimento de carros na Avenida que passou a representar um risco para se entrar e sair da casa, considerando-se principalmente a fila de carros que, com os anos e o crescimento em idade de seus moradores, passou a ocupar o corredor lateral. Outro motivo para a sua venda foi os filhos terem se casado e ido morar em outros lugares.

A casa tinha um jardim atrás e um chorão na entrada. Um dia, este teve de ser cortado - por causa dos canos -, e fomos nós que choramos.

Uma prima da mesma idade morava algumas casas adiante. Vizinho a ela, durante muitos anos, havia um terreno baldio. Nele, construímos muitas ‘casas’ com restos lá encontrados.

Um taxista do ponto da esquina servia-nos de motorista, caso fosse necessário. Era uma relação de total confiança.

Atualmente, a Avenida Pacaembu é um local de passagem, onde permanecem árvores e casas ladeando-a. Poucos moradores resistiram - se os há - a continuar lá morando. Ter passado minha infância e juventude ali, no entanto, teve um significado importante: o de ter habitado um lugar que me deu uma identidade como paulistana.”