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Aplaudido roteirista que é nosso vizinho

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Era uma vez um menino e uma menina

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Contexto:ESPAÇO DO MORADOR - Modalidade:NOSSO VIZINHO - Area: - Evento:


legendaFoto:
Modalidade: NOSSO VIZINHO
Contexto: ESPAÇO DO MORADOR
Evento:

04/11/2013

Ttulo: Aplaudido roteirista que é nosso vizinho

Manchete:

Resumo:



legendaFoto: Jeronymo G. Bandeira de Mello
Modalidade: NOSSO VIZINHO
Contexto: ESPAÇO DO MORADOR
Evento:

03/08/2011

Ttulo: Era uma vez um menino e uma menina

Manchete:

Resumo:


Bernardino Bonomo

Bernardino Bonomo

Bernardino Bonomo, 95 anos de ousadia e teimosia


Quase 60 vividos no Pacaembu, Dino, como gosta de ser chamado, desfila suas histórias com detalhes.

Uma parente que morava em Perdizes aguçou o espírito aventureiro de Dino: “Tem um bonito terreno para vender na Itapicuru. Por que não o compra?” Assumiu uma dívida, à revelia dos demais familiares: “Você está louco! A rua não tem calçamento, iluminação, gás... Em volta só tem mato!”- diziam.

Localizado entre a Cardoso de Almeida, com casas e o bonde -“cujo motorneiro conhecia os passageiros”- que o levaria ao trabalho e o filho José Alberto para a escola, e a Traipu - “Que casas bonitas! E passava ônibus!” - o terreno demorou a ser ocupado; a casa exigiu um longo empréstimo:“Vou emprestar o dinheiro porque não aguento mais vê-lo todos os dias aqui.

O senhor é um chato!”, disse-lhe o funcionário da Caixa. Dino, então, fez a construção. Quitou a dívida ao ver que custava mais mandar um funcionário pagar a prestação do que o valor a ser pago.

Quando a família mudou para o bairro, o rio das Pacas já estava canalizado sob a Avenida Pacaembu e o Estádio,pronto. À noite, os moradores passeavam à pé. E os vizinhos formavam uma outra família.

- A história da Avenida pode ser dividida em antes e depois do Maluf: virava um rio quando chovia! Com o Piscinão, isto não acontece mais. Mas é preciso conservá-lo limpo, evitando os ratos e baratas...

Uma vez, chegou a vender a casa, mas, arrependido, desfez o negócio. Em frente dela, havia uma chácara e os vizinhos eram chamados a ajudar a consumir as jabuticabas ainda nos pés. Hoje, ali fica a 23 Delegacia de Polícia. No começo, fuga de presos e “bang-bang à noite” tiravam o sossego dos moradores; agora, sem a carceragem, o DP “é limpo, arrumado e aprendemos a conviver com a sua movimentação.”

O filho lembra que sua avó morava na Caiuby e que gostava de atravessar uma pinguela que havia, amassar um trecho de barro até chegar à chácara da lavadeira com as roupas da avó. Ali, corria entre pomar e flores que a mulher plantava para vender: “ Você sabe o que existe lá, agora? A Avenida Sumaré!”

Testemunhas dessas histórias, um pé de jatobá, um de cedrinho do campo e um ipê roxo resistem na caçada, sentinelas da preservação do bairro.

Entrevista de: Cláudia Sodré