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Contexto:ESPAÇO DO MORADOR - Modalidade:NOSSO VIZINHO - Area: - Evento:


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Modalidade: NOSSO VIZINHO
Contexto: ESPAÇO DO MORADOR
Evento:

04/11/2013

Ttulo: Aplaudido roteirista que é nosso vizinho

Manchete:

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legendaFoto: Jeronymo G. Bandeira de Mello
Modalidade: NOSSO VIZINHO
Contexto: ESPAÇO DO MORADOR
Evento:

03/08/2011

Ttulo: Era uma vez um menino e uma menina

Manchete:

Resumo:


Eugênia Thereza de Andrade

Eugênia Thereza de Andrade

A paisagem é que foi tombada!


Naquele entardecer, a entrevista com Eugênia Thereza de Andrade terminou com um convite para ver o Pacaembu das sacadas de sua casa: aqui, o vale verde, cheio de segredos e calma e lá, a muralha de prédios e luzes que começavam a brilhar, sinal da agitação da cidade que não para. 


- A arte tem a função de tocar a sensibilidade e o coração dos homens; agregá-los na sua capacidade humana de emocionar-se e pensar. 


Eugênia é arte pura. Está dirigindo o ciclo de leituras com o tema Família, no teatro Sesc Consolação. Professora de artes cênicas e expressão corporal, deu aula no Colégio São Domingos. Outro dia, encontrou um ex-aluno, hoje adulto, que a chamou: 


- Isso é viver em um bairro, encontrar conhecidos, formar laços. Estabeleço a relação com as pessoas por causa da minha cultura baiana. É também um cuidado, uma segurança saber quem são (as pessoas). Não se pode facilitar; a rede de informações vai até o criminoso. Veja, nesta casa em frente, morou um casal que viveu aí muitos anos; ambos morreram com mais de cem anos. 


Completou com um paradoxo da urbe atual: 


- Essa idéia é romantismo puro. Não há mais vínculos com o bairro, com os vizinhos, como havia antes. Todos querem muros. Tenho horror a essa sociedade que não valoriza a amizade, à mania de se enjaular, de fazer muros. Isso é um risco. Segurança é você ter cuidados. 


Em flash-back, contou que mora nessa casa há 35 anos. Chegou com a filha Mika Lins (atriz), então com 8 anos, para montar um estúdio. Depois vieram mais duas filhas, Luzia (cantora) e Maíra (atriz). 


Seu ex-marido, o fotógrafo e artista plástico Silvio Dvoreck, foi líder do tombamento do Pacaembu. Procurou o Prof. Nestor dos Reis, da FAU, o qual afirmou ser possível tombar uma paisagem. A seguir, o agora Ministro do STF Eros Grau redigiu a fundamentação jurídica e, a dois dias para terminar o governo Quércia (1991), o Secretário de Cultura do Estado, Fernando Morais assinou o documento: 


- Liguei para o Fernando que disse “Eugênia, estou com pneumonia dupla”. Mas, levantou-se da cama e o trouxemos até o mirante, envolto em dois cobertores! Assinou aqui. Ermínia Maricato, Secretária da Habitação de Erundina, cassou o alvará de construção do prédio que ameaçava a paisagem. Teve também a participação da D. Beatriz e a “força” que o Jornal da Tarde deu com suas reportagens. 


E falou: 


- Agora, vá ver a paisagem. É ela que é tombada... 

Entrevista de: Cláudia Sodré

Publicado no Boletim Viva Pacembu nº3 de JUL/AGO 2011