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Contexto:ESPAÇO DO MORADOR - Modalidade:NOSSO VIZINHO - Area: - Evento:


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Modalidade: NOSSO VIZINHO
Contexto: ESPAÇO DO MORADOR
Evento:

04/11/2013

Ttulo: Aplaudido roteirista que é nosso vizinho

Manchete:

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legendaFoto: Jeronymo G. Bandeira de Mello
Modalidade: NOSSO VIZINHO
Contexto: ESPAÇO DO MORADOR
Evento:

03/08/2011

Ttulo: Era uma vez um menino e uma menina

Manchete:

Resumo:


Paulo César de Carvalho

Paulo César de Carvalho

Paulo César de Carvalho, personagem multifacetado


Professor da ECA e do Anglo Vestibulares, cantor, músico e letrista, publicou o livro de poesias Toque de Letra e tem obras inseridas em antologias editadas no Brasil e em Portugal. 


Com ele, a palavra: 

- Adoro a região, a topografia com seus altos e baixos que simulam as oscilações do amor... Amo as árvores... Enfim, o astral do bairro me seduz! Parafraseando Itamar Assumpção, foi um achado achar este bairro! 


- Como neto de índio (meu avô era filho de Pataxó), adoro os topônimos (nomes de lugar) que remetem à herança indígena: tucuna (nome de palmeira de onde extraíam espinho para fazer tatuagens, embebendo-os em jenipapo), pacaembu... 


- O que me incomoda em São Paulo é a falta de cuidado com a preservação da memória cultural: o novo varre o velho, apaga os vestígios, enterra o passado, esconde a história... Lembro-me de uns quadrinhos de Luiz Gê, Avenida Paulista, em que o artista desenha sobre os prédios novos, como almas pairando sobre eles, os prédios antigos demolidos flutuando como espíritos sem paz... Esses espectros são fantasmas evocados pela memória. 


- Quando criança, jogava futebol na rua, andava muito de bicicleta... A garotada se reunia na frente das casas para conversar, para passar o tempo... Hoje, vejo todos encimesmados,... Tristes tempos de triste individualismo, em que se partilha muito pouco, em que se troca muito pouco, em que pouco se conhece o outro... Cidade onívora, devoradora, cuja marca é a instabilidade, a insegurança, a desconfiança... Na minha infância, todos na rua se conheciam, todos se falavam (como diz Machado de Assis, a crônica deve ter começado quando duas vizinhas se encontraram na calçada para conversar, contar “causos”). Hoje, tudo tão apressado... Ninguém tem tempo para o outro, para as saudáveis e fundamentais trocas que nos constituem como sujeito. Sem ser saudosista, mas ser criança, assim, não deve ser fácil: outra forma de constituição da subjetividade, que não passa mais pela noção de vizinhança... 


- Importante educar para preservar, para entender que o espaço é existencial e a existência é espacial: nossa história se dá no espaço, e o espaço, assim, se torna o lugar habitado. Nós fazemos o espaço: nessa perspectiva, digo sempre aos alunos que o modo como se relacionam com o espaço diz muito deles. Em outros termos: diz-me como habitas o espaço, e te direi quem és! 

Entrevista de: Cláudia Sodré

Publicado no Boletim Viva Pacembu nº7 de ABR/MAI 2012