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Colocando os pingos nos i's

“O conceito genérico de cidade-jardim consagrou-se associado a uma terminologia que transita pelos termos cidade-jardim e subúrbio-jardim, de maneira nem sempre precisa.” 
Dra. Silvia Ferreira Santos Wolff

Os projetos urbanísticos desenvolvidos e implantados pela Cia. City no Brasil estão associados a bairros jardins estritamente residenciais, inspirados no conceito garden-city.  Difundido em Londres no início do século XX como modelo de contraposição às cidades insalubres e caóticas, o conceito da cidade-jardim, assim como originalmente concebido, viu-se confundir pelo então popular, subúrbio-jardim. 

Ambos, porém, devido a aspectos experimentais levados a projeto e à prática na primeira cidade-jardim desenvolvida na Inglaterra, Letchworth, tem em comum os princípios que sustentam o desenvolvimento de espaços urbanos em que o homem é colocado como parte do meio ambiente, valorizando a sua relação com a natureza (bosques, lagos, respeito a topografia, etc.).

Para contextualizar as suas diferenças, conceituamos, primeiro, os subúrbios-jardins. Implantados às margens das cidades inglesas, tinham como objetivo melhorar as condições de moradia da população de baixa renda bem como acomodar a crescente demanda por habitação, resultante do aumento populacional das classes médias urbanas. Os bairros, conectados e dependentes dos centros das cidades pré-existentes, caracterizavam-se por ruas sinuosas e arborizadas, buscavam a integração entre edificações e áreas ajardinadas, criando uma condição de moradia em que o verde passava a fazer parte dos espaços públicos e privados. Os projetos habitacionais, com caráter social, objetivavam integrar o homem ao campo e à cidade, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida do cidadão.

A terminologia cidade-jardim, bastante familiar aos moradores dos bairros City, ganha, a partir do olhar histórico conceitual, um novo formato, que provoca, porque não dizer, uma leitura diferente de seus próprios bairros. Na concepção de Ebenezer Howard, teórico inglês que propõe o modelo cidade-jardim e desenha o plano teórico da primeira cidade-jardim implementada, os núcleos urbanos deveriam se estabelecer como espaços em que a população pudesse viver autonomamente sob regime de gestão comunitária, mantendo-se autossuficiente no que toca o abastecimento de recursos industriais e agrícolas, proporcionando habitações dignas para as classes trabalhadoras. Sua dimensão deveria ser limitada por cinturão verde agrícola, suficiente para abastecer a população local.  Os jardins, amplos junto às casas, não deveriam ser apenas espaços naturais mas hortas para promover a alimentação.

Vê-se, portanto, que após quase120 anos, Ebenezer Howard se aproxima das discussões atuais sobre sustentabilidade.  Sua obra, mais do que um tratado urbanístico, é uma lição de organização social que merece particular atenção daqueles que se preocupam com uma cidade mais equilibrada do ponto de vista ambiental, social, econômico.

A decifração dos conceitos de cidade-jardim e subúrbio-jardim, dentre tantos outros, responde à necessidade do homem contemporâneo de se repensar e atualizar seus paradigmas, na busca de uma melhor condição de vida nas cidades, integrada ao ambiente e às suas diferentes funções sociais e urbanísticas.


José Pereira W. Bicudo