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Plano de bairro desenvolvido pela Viva Pacaembu e seus moradores, no ano de 2004

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Contexto:NOTÍCIAS - Modalidade:2014 - Area: - Evento:


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Modalidade: 2014
Contexto: NOTÍCIAS
Evento:

26/08/2014

Ttulo: Plano de bairro desenvolvido pela Viva Pacaembu e seus moradores, no ano de 2004

Manchete:

Resumo:


Pacaembu, de zero a cem, nota mil!

Moradores de todas as idades encontram, aqui, o melhor lugar para morar


Morador de 0 ano
Sou o Jacques. Dentro de pouco tempo, mostrarei meu rosto, pois, agora, ainda estou na barriga da mamãe Elisângela. A mamãe caminha diariamente pelas ruas tranquilas e arborizadas do bairro para que eu já aproveite as vantagens de morar aqui. A mudança da família para cá foi há quatro anos por causa da tranquilidade e da localização privilegiada: “Acreditamos que o Pacaembu proporciona a qualidade de vida que buscamos para a nossa família, dentro de uma cidade grande como São Paulo”, sempre dizem os meus pais.

Morador de 8 anos
Eu me chamo Leo. Gosto de morar perto da banca de revista porque faço álbum de figurinhas. Gosto de ir a pé tomar água de coco. Gosto da minha casa também porque fica perto da minha escola e do Estádio do Pacaembu. Gosto da minha rua porque ela é calma e gosto de morar em casa porque tem um jardim grande para brincar com o meu cachorro e com os meus amigos que vêm aqui nos fins de semana.

Moradora de 18 anos
Sou a Ângela e, desde que nasci, vivo no bairro. Tenho maravilhosas lembranças das tardes andando de bicicleta na praça em frente ao Estádio Paulo Machado de Carvalho, das caminhadas pelas ruas sinuosas com lindas vistas e das árvores frutíferas espalhadas pelo bairro - de amoreiras até cacauzeiros, mostram a flora variada ainda presente no centro urbano de São Paulo. O Pacaembu é um refúgio, um lugar pacífico, no qual ainda é possível escutar passarinhos cantarem e ver um magnífico nascer do sol. O bairro faz parte da minha história e espero que continue bem do jeitinho que sempre foi, residencial e com praças para o lazer.

Morador de 40 anos
Meu nome é Fábio. Nasci no bairro e voltei, depois de breve intervalo, para a mesma casa onde ainda resido. Tenho lembranças especiais de quando minha irmã e eu éramos crianças: costumávamos brincar pelas ruas Itapemirim, Itápolis e Ceará, junto com nosso fiel defensor, o cão da raça Boxer; pelas manhãs, sempre parávamos numa praça para colher as painas do chão, caídas de uma bela Paineira, para usarmos como enchimento natural para travesseiros... Uma época mágica, só possível em ambiente à sombra de árvores centenárias como aquela e de vizinhança acolhedora, características que se mantém até hoje.

Moradora de 85 anos
Tia Thereza é brincalhona e cheia de energia. Veio morar no Pacaembu, com a irmã e o cunhado, há mais de 40 anos. Diz: “Nos fins de semana, meus sobrinhos vêm aqui e é muita alegria; quando solteiros, dormiam de sábado para domingo e faziam ‘aquela’ bagunça- eu era a mais bagunceira, mas a minha irmã Mietta só ficava uma ‘fera’ com as crianças e ameaçava chamar os pais dos netos... Gosto daqui porque é calmo e seguro; tem belas árvores e só casas; também, dos vizinhos, do Pão de Açúcar, da farmácia e da feira na frente do Pacaembu. Gosto dos torcedores dentro do estádio, mas o barulho e a sujeira que eles fazem do lado de fora só prejudica o bairro... Acho que a Prefeitura cuida pouco da região, das árvores e não limpa as ruas... Aumentou muito o trânsito!...”

Moradora de 100 anos
Irene Figueiredo é uma senhora centenária que veio para o Pacaembu há exatos 50 anos. A casa na rua Itápolis, com fundos para a Minas Gerais, tem um lindo jardim. Por seus olhos passaram desde a primeira Copa do Mundo com jogos no Pacaembu até o desparecimento do Pico do Jaraguá engolido pelos prédios. Afirma: “Comecei a trabalhar com 14 anos, mas tive que esconder a idade para ser aceita na Companhia Telefônica de São Paulo (TELESP), pois só aceitavam com 18 anos...” Professora sem diploma, casou-se aos 23 anos e, junto com o marido, iniciou sua futura indústria  dentro de uma garagem. Diz: “Fomos para frente porque os Matarazzos compravam toda a produção.” De memória impressionante, mostra as fotos da festa dos seus já distantes 90 anos, nomeando todos os convidados. Hoje, distrai-se reciclando embalagens de sorvete em úteis caixas forradas com tecido e rendas.